Lá no fundo do abismo, é tudo escuro e eu não vejo a saída.
Não, recomeçando.Abismos são escuros, não se vê uma saída neles.
Não, tentando de novo.Aqui no fundo do abismo, não tem luz e... perfeito.Não existe luz e eu tenho muito medo do escuro, do que eu não sei se existe vir me pegar.Mas foi exatamente isso que me trouxe até aqui, a porra do amor, não é mesmo ?Então que se foda, agora eu só quero é trazer todo mundo pra junto de mim, nem que seja pra encostar na minha bunda gelada em forma de conchinha e falar que vai ficar tudo bem, contar da minha miséria enquanto aquela coisa voluptuosa por entre diversas pernas se apossa do meu corpo e me faz ficar com mais dor, tanta dor que me esqueço dele.Ou então, por que não, alguém pra dividir comigo as histórias deprimentes sobre o amor, vomitando doses excessivas e desnecessárias de álcool por entre cada um desses textos narrativos enormes?Acho que mais do que procurar um amor, virei agora um mestre em afundar pessoas, uso de diversos argumentos pra tentar provar que a vida sem o que eu tenho... na verdade o que não tenho... é infeliz.Que elas precisam se foder pelo amor, chorar, cheirar, morrer, recomeçar, pra então tentar a felicidade.Grandes escritores foram grandes deprimidos e eu acho que nessa melancolia, tento brincar de ser escritor.Artificial.Como o inferno sem saída que eu crio, onde a porta de saída não são pênis nem tampouco vaginas ou o entrelaçamento dos dois.É só algo aonde eu insisto em cortar os ligamentos neurológicos com a maconha.Ou o nosso conhecido cérebro.Mente pra sair disso.Mentiras pra não sair disso.Acho que um amém ficaria bom aqui.Amém.
quarta-feira, outubro 29
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2 comentários:
se inspirou em mim, hein (H) *metida mode on*
eu num vo nem ri disso
mas tm logica eu acho
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